Finalmente encontrei um objetivo para minha carreira acadêmica. Hei de descobrir por que em 2001 não estávamos no espaço, viajando para Júpiter com computadores psicopatas.
Sei que é culpa dos comunistas, e que uma das consequências de sua nefasta conspiração foi o aquecimento global. Documentos históricos que comprovam as ações secretas do governo soviético contra o programa espacial de Stanley Kubrick podem ser encontrados na programação do The History Channel, durante as madrugadas de segunda-feira. Não há fonte mais confiável para uma pesquisa acadêmica séria como a minha.
Trata-se entretanto de um projeto pessoal, a ser desenvolvido durante meu intercâmbio na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, fruto de uma política de aproximação cultural entre o Vaticano e a LBR. Os pesquisadores da LBRU continuam trabalhando no problema da atração de expertise feminino para solucionar os problemas populacionais do país povoando-o com uma raça superior (é estrategicamente vital para a LBR que eu tenha filhos bonitos) .
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O Ministério da Ciência e Tecnologia da Low Budget Republic anuncia essa semana um acordo com a Universidade Municipal de Itamonte para pesquisar a tecnologia da pasta de gente feia. Pasta de gente feia, segundo as mais brilhantes mentes atuais, é o combustível espacial do futuro. Moendo gente feia até alcançar uma pasta de partículas de nanômetros de diâmetro, é possível sintetizar uma substância concentrada tão repulsiva que a própria matéria se desloca para longe do concentrado de gente feia, proporcionando assim um impulso específico ótimo, inigualável por qualquer motor jamais concebido pela humanidade . O limiar teórico ainda é um tanto obscuro no que tange à capacidade da pasta de gente feia de repelir o próprio vácuo. Os físicos da LBRU estão trabalhando sobre a hipótese de que Partículas de Grande Massa que Interagem Fracamente se manifestariam, liberando tremendas quantidades de energia, quiçá suficientes para dar vida a novas estrelas.
Os pesquisadores da Universidade Municipal de Itamonte se concentram na questão da manufatura da pasta de gente feia; vários métodos foram teoricamente propostos, mas ainda é necessário testar sua viabilidade prática e em larga escala. Atualmente, a tecnologia mais promissora para sintetizar a substância consiste em aplicar pauladas em gente feia até reduzí-las à pasta.
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