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O programa LBR de aceleração evolutiva

March 24th, 2010 · 1 Comment

A idéia surgiu enquanto um de nossos biólogos assistia Encounters at the End of the World antes de dormir (a LBR provou cientificamente que voice-overs de Werner Herzog provocam ondas de sono no organismo humano). No início do filme, Herzog discorre sobre sua curiosidade em geral. Uma das grandes indagações de sua vida é por que chimpanzés não domesticam animais inferiores, como cabras, e cavalgam em direção ao pôr do sol.

A mente doentia de Werner Herzog

Uma epifania então se sucedeu na mente do biólogo, que ironicamente perdeu o sono enquanto preparava um paper revolucionário para seus pares na LBRU.  Dois anos depois, é encaminhada ao Senado da LBR a proposta orçamentária para um experimento que mudará os paradigmas atuais da ciência: O programa LBR de aceleração evolutiva.

Poxa vida, de que se trata?

Animais domesticados são capazes de realizar tarefas complexas, como puxar alavancas e chantagear humanos:

Observe um córtex evoluído em ação

Nas últimas décadas, vários chimpanzés domesticados foram avistados cavalgando pôneis, viajando ao espaço e até mesmo conduzindo um segway. Gorilas aprenderam a se comunicar através da linguagem de sinais com um vocabulário de mais de 200 palavras e pinguins servem mesas no Japão.  O exemplo favorito de nossos cientistas é o de um zoológico chinês que treinou a cavalaria mais sanguinária do mundo:

Ou talvez as corridas de cavalo mais emocionantes da história.

Animais selvagens também demonstram traços de raciocínio avançado, como uso de ferramentas rudimentares, construção de estruturas complexas como teias e barragens e o desenvolvimento de táticas de caça furtivas. Em comparação, um exemplo da ciência militar do século XIX:

Atirar na direção apontada pelo homem do chapéu engraçado.

E o que a LBRU propõe?

Uma reengenharia ecológica. Chimpanzés, ursos e leões treinados na arte de montaria seriam reintroduzidos em seu ambiente natural, onde introduziríamos também as espécies às quais melhor se adaptaram a montar. Indivíduos das comunidades locais seriam aleijados ou eliminados de modo que apenas os animais reintroduzidos por nossos zoólogos sejam capazes de se reproduzir. Em algumas gerações, teríamos populações de primatas utilizando os conhecimentos propagados pelo canal televisivo brasileiro Futura através da linguagem de sinais para triunfar sobre outras espécies, e hordas de leões montados saqueando as cidades da África do Sul. O Japão resolveria seus problemas de escassez de mão de obra com pinguins altamente capacitados, e as gangues indianas de macacos teriam condições de competir em igualdade com o crime organizado da Índia.

Perdeu, prayboy!

Caraca! Mas por que?

Nossos cientistas alegam que as futuras condições climáticas e ambientais ameçam uma grande porcentagem da biodiversidade do planeta. O Homo faber, graças à sua alta capacidade de adaptação tecnológica, tem mais chances de sobreviver à condições adversas do que nossos amigos primatas, por exemplo. Ao acelerar um aspecto evolutivo que nos favoreceu em outras espécies, a LBRU planeja um futuro onde gorilas e seres humanos não apenas sobrevivam à um cataclisma ambiental como também construam espaçonaves para colonizar o sistema solar.

Perdeu, prayboy!

Tags: LBRU

1 response so far ↓

  • 1 Ariane // Mar 24, 2010 at 5:22 pm

    Acho que os cães seriam os novos mendigos desse mundo! Afinal, quem resiste aos já acima citados, “olhinhos de pidão”?
    E provavelmente eles ganhariam mais que os mendigos atuais, que seriam obrigados a procurar empregos de verdade! Olha só, todo mundo sai ganhando! Ainda mais porque os cães provavelmente só pediriam comida :) !

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