Diário LBR

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They’ve got an awful lot of coffee in Brazil

May 17th, 2009 · No Comments

Uma semana antes de o Senado da República aprovar as novas leis da física, estabelecendo entre outras mudanças o café da manhã do Chanceler David como padrão temporal global (Sempre às 8h da manhã, não importa o horário declarado pelos países vizinhos), a chegada do primeiro cidadão nascido na República, P.H., fez os cientistas e legisladores do país reverem a mudança.

P.H., entrando em sua segunda semana de vida, liderou há alguns dias um golpe contra o horário convencional da República, mantendo todos no país acordados durante a madrugada. Com apoio massivo da população de imigrantes, P.H. conseguiu tornar irrelevantes os esforços das forças do governo em reestabelecer a normalidade no território. Fiel à constituição da República, o governo, representativo, moveu esforços então para se adaptar à nova conjuntura temporal do país. Em tempo recorde, acordos comerciais com fornecedores brasileiros foram feitos em um esforço para que P.H. e seus partidários enfrentem as longas madrugadas mais facilmente com milhares de toneladas cúbicas de café. Em troca, a facção comprometeu-se a não envolver o Chanceler ou o governo nas operações de troca de fralda. Já o Senado prometeu apresentar um novo pacote de leis da física em julho.

Mais informações sobre recém nascidos ou políticas temporais a qualquer momento, no Diário LBR.


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LBR pela causa alienígena

May 13th, 2009 · No Comments

Desde o Tratado sobre os Princípios Regentes das Atividades de Estados na Exploração e Uso do Espaço, As Nações Unidas declaram O COSMOS como província da humanidade. Desde o texto original, datado de 1967, até a última UNISPACE (Conferência das Nações Unidas para Exploração e Uso Pacíficos do Estado) realizada em 1999, ratifica-se esta postura, como se nota no relatório final desta útlima:

Recognizing that outer space should be the province of all humankind, to be utilized for peaceful purposes and in the accordance with international law, including the Charter of the United Nations and as proclaimed in the Treaty on Principles Governing the Activities of States in the Exploration and Use of Outer Space, including the Moon and Other Celestial Bodies

Tal texto, assinado e ratificado por 99 Estados (outros 26 assinaram mas não ratificaram o Tratado) proclama que todo o espaço exterior não pertence a ninguém, senão a toda a humanidade. Ora, que dizer então das formas de vida alienígenas?

Sem Teto Espaciais

Formas de vida simples como possíveis vírus e bactérias alienígenas pouco teriam a reclamar do Tratado. Porém, espécies que alcançaram o avançado nível de civilização em que têm de lidar com questões imobiliárias podem reagir negativamente ao texto das Nações Unidas. A ausência de uma jurisprudência global efetiva no planeta Terra, aliada à completa incapacidade do planeta em executar ordens de despejo interplanetárias leva muitas espécies alienígenas ao riso. Porém, àquelas espécies incapazes de resistir ao imperialismo latifundiário das Nações Unidas, a Low Budget Republic oferece uma mão amiga.

Campanha Contra o Imperialismo Terrestre

O Chanceler David inaugurou em um discurso na Varanda para um céu pouco estrelado de lua minguante (há de se culpar também a poluição atmosférica e luminosa de São Paulo) a Campanha contra o Imperialismo Terrestre, ameaçando retirar-se das Nações Unidas e de todos os Tratados assinados pelo país caso o Tratado para o Espaço não seja revisto, em favor das minorias alienígenas e seu direito à propriedade privada. “Esperamos, com essa medida, convencer as outras nações a repensarem a injustiça que cometem silenciosamente, enquanto bilhões de alienígenas espaço afora se vêem na triste realidade de não ter um pedaço de espaço para chamar de seu.” Indagado por jornalista sobre a possibilidade de a postura da LBR em relação ao Tratado ser movida pelos planos do país de lotear a Lua, o Chanceler se esquivou dizendo que “(a propriedade privada) é um direito universal!”.

O Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, ainda não se pronunciou sobre a declaração do Chanceler David.

DR

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Mais das reformas da República

March 23rd, 2009 · No Comments

Minna-san, hisashiburi dane!

A equipe do Dário da República – do Diário LBR, agora – ainda não terminou de desempacotar a mudança mas já voltou ao trabalho para atualizar o mundo sobre os acontecimentos incríveis e não relatados dos últimos meses. Por onde começar?, é o que nos perguntamos. Pelo começo, respondem os queridos leitores!

Reforma linguística

A Low Budget Republic adotou oficialmente, a partir de fevereiro de 2009, japonês como sua terceira língua oficial. Embora ninguém no território seja fluente na língua ou mesmo plenamente alfabetizado, há um grande esforço de toda a população em aprender japonês. Já sobre a reforma ortográfica da língua portuguesa, o Ministro da Cultura da LBR, David, afirmou que “a LBR jamais vai aceitar idéia sem acento” e comentou que os novos usos da língua portuguesa serão incorporados naturalmente ao território de acordo com as interações entre os cidadãos da Low Budget Republic e os lusófonos afora.

Reforma Nacional

Num esforço colossal para aplacar os efeitos da crise financeira – agora econômica – mundial, o Primeiro Ministro David iniciou uma série de obras no país, como parte de um ambicioso projeto com o título auto-explicativo Reforma Nacional. Em tempo recorde, todas as batentes do território foram repintadas, ampliando a sensação de espaço no país e harmonizando a morfologia do piso frio com as paredes. Com a reforma das batentes, o mercado doméstico foi reaquecido e uma miríade de empregos foi criada, absorvendo toda a parte desocupada da PEA do país.

Já o Chanceler David assumiu o comando do ideatomik.net, braço externo do projeto de Reforma Nacional cujo objetivo é aumentar exponencialmente a projeção da LBR no mundo. “O ideatomik é um hub nacional que servirá de plataforma de exportação de toda a indústria do país para o mundo”, disse o Chanceler. “O Secretário de Relações Públicas (David) conversou comigo e concordamos em inserir o Diário no plano do ideatomik para trazer as relações externas que já havíamos estabelecido para dentro da nossa nova realidade diplomática.” Foram anunciadas ainda a publicação de short stories e ilustrações produzidas na LBR até o fim do primeiro semestre de 2009.

Mudança no nome

O Diário da República passa a se chamar Diário LBR a partir de março de 2009. Como o Diário aparece em certos buscadores como o quinto resultado da terceira página para a busca “Diário da República”, que é também o nome do veículo de divulgação oficial de Portugal, o Chanceler David, ao receber do Secretário das Relações Públicas a responsabilidade sobre o Diário, optou por alterar o nome deste. Assim restauramos nossas boas relações com a chancelaria portuguesa, que é notícia também em outra manchete:

O primeiro cidadão nascido na LBR

Em maio de 2009 nasce P.H., o primeiro bebê a nascer em território nacional. De mãe portuguesa e pai brasileiro, P.H. já nasce gozando de tripla cidadania (lowbudgetan, brasileira e portuguesa). A equipe do Diário da República faz votos para que P.H. nasça saudável e que durma bem durante a noite enquanto estiver em território nacional.

“Não vou trocar fralda nenhuma!”

Chanceler David, quando indagado sobre seus instintos paternais

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Espalhe o amor neste natal

December 22nd, 2008 · No Comments

Mas não me mande slides com mensagens natalinas. Sério. Porque eu vou responder, e vai ser assim:

Olá. Recebi os slides com uma mensagem de natal que você repassou pra mim. Devem ser muito tocantes porque dá pra ver que algumas centenas de emails já receberam e repassaram essa mensagem por aí. Mas eu não gostei. Achei as frases ruins, clichês simplórios de fins de ano sem nenhum conteúdo em especial. E as imagens? Que cafonas! Sem falar na fonte feia, cores horrendas e a diagramação de aluno do pré-primário. São slides feios e cafonas, e você repassou eles pra mim. Por que fez isso? Eu nunca te mandei nada feio e cafona. De fato, nem te desejei feliz natal.

Por que você me deseja feliz natal? É porque todos estão fazendo isso? Ou é por algo mais profundo, digamos, como altruísmo cristão? Acha bacana espalhar um pouco de amor e carinho ao mundo nessa época do ano? Mas por que só agora? Por que não me desejou felicidade e prosperidade na páscoa, ou em Tiradentes? Não recebi slides com fotos das esculturas de Aleijadinho e frases cristãs de auto-ajuda em abril.

E se eu tivesse te dado uma cortada no trânsito? Você buzinaria e gritaria HEY EU E MINHA FAMÍLIA TE DESEJAMOS UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO? E se eu pisasse no seu pé? Zombasse você por meu time ter goleado o seu? Você responderia me desejando tudo de bom, usando versículos da bíblia ou frases toscas supostamente de autoria de Clarice Lispector ou Albert Einstein? Provavelmente não. Se você soubesse o email das pessoas que fazem isso no seu dia-a-dia, removeria eles da lista que usa pra repassar mensagens tocantes ou piadas engraçadas.

Mas olha só, você não excluiu o meu endereço. Você foi em frente e me repassou os slides cafonas. Deu no que deu: fiz questão de te responder um email malcriado que, no caso de você ser uma pessoa super positiva e cristã como a que zelosamente preparou os slides, vai te deixar pensando em como há gente no mundo que não quer ser feliz e que ninguém mais também o seja, ou qualquer coisa que o valha. Espero que você fique de mau humor, mesmo que por apenas alguns segundos. Que mostre meu email aos seus colegas de trabalho para que todos me xinguem e passem uns bons 15 minutos pensando em como me responder malcriadamente de modo mais complexo que um simples vai tomar no cu. Espero que isso estrague sua manhã. Porque você é cafona, e fez questão de demostrar isso pra mim.

E se eu vir você, vou pisar no seu pé.

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Das reformas da República

November 24th, 2008 · No Comments

Embora o ciclo de atualizações do Diário da República seja naturalmente longo, há algo mais profundo por trás da atual ausência de notícias.

Ajuste. Reforma. Revolução. (ainda não decidimos qual nome dar para o evento, por motivos lexicais e mercadológicos)

O fato é que as coisas estão mudando na República, em um ritmo aproximado ao de uma lei de Moore política hipotética para Estados privados. Enquanto o nucléolo da República se contorce em movimentos mutacionais, com novas cadeias de informação deformadas por memes extrópicos à noosfera, David se encolhe em um cantinho do quarto/capital com medo das coisas ainda por vir.

Retornaremos assim que a capacidade de processamento política for exponencialmente ampliada e a normalidade lexical – porque afinal, quem diabos sabe o que é noosfera? – for reestabelecida.

DR

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