Acompanhe a verdadeira história do fracasso das negociações

Na primeira semana de julho de 2008, o Chanceler David se aproximou de representantes da Índia e da China com uma proposta ambiciosa: vender o Brasil. O argumento era simples: Com nossas tropas e armas de destruição em massa (ambientalmente corretas) posicionadas no coração do país, o Brasil não teria a menor chance de resistir à conquista. Executada a manobra conquistadora, os espólios seriam encaminhados ao autor do maior lance. Mais do que convencidos da potência bélica de nossa nação de baixo orçamento, indianos e chineses puseram-se a discutir os valores envolvidos.
Eventualmente, a Índia lançou o maior lance. China então se excusou das negociações por conta de seus planos de expansão da economia socialista de mercado através do continente africano. O Chanceler oferceu um desconto pelo Paraguai, e os orientais prometeram pensar bem na proposta.
Considerando os gastos necessários para gerir o Brasil, e também os obstáculos ao pleno-lucro na américa do sul, indianos recorreram à rodada Doha para tentar garantir seu investimento. Infelizmente, devido ao vazamento de informações sobre o acordo de venda da LBR no Twitter, as negociações foram duramente prejudicadas, e a Índia não conseguiu lastro suficiente para sua oferta de compra. Há boatos também de que o Brasil ensaia agora uma aliança sul-americana para deter qualquer avanço expansionista da LBR – o que se sabe, é claro, ser um vão esforço.
Embora a venda não tenha sido concretizada, a Low Budget Republic mantém seu arsenal pronto 24/7 para a conquista do território brasileiro (e também para a eliminação de porções étnicas da preferência do comprador). Para maiores informações a respeito de aquisições territoriais e auxílio bélico, contatar o Ministério da Guerra da Low Budget Republic através do email comercial@mdg.gov.lb
Os lances pelo Brasil começam em 10 caixas de Westvleteren 12.
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August 2nd, 2008 · 1 Comment
Pensando sempre no bem estar de seus cidadãos, o governo da Low Budget Republic passa a adotar a partir deste ano o feriado da Consciência Pesada, na segunda segunda-feira de agosto. Em comunicado oficial enviado ao Diário da República, o Chanceler David diz:
O feriado da consciência pesada foi decretado para prover um breve descanso aos cidadãos da República no mês de agosto. Como seguimos o calendário da cidade vizinha (São Paulo) por motivos comerciais, acabamos nos sobrecarregando de trabalho durante o oitavo mês do ano, enquanto que durante meses como novembro temos feriados demais, atrapalhando a rotina do país. Mesmo ignorando feriados religiosos do país vizinho, somos prejudicados pela interrupção das operações da Bolsa de Valores de São Paulo e da Bolsa de Mercados e Valores Futuros, onde nossos ativos são negociados.
Esperamos trocar o dia da Consciência Negra pelo dia da Consciência Pesada; em agosto, corretores de São Paulo realizam viagens de negócio à LBR, passando aqui um agradável feriado. Em troca, os ativos da República são negociados normalmente em novembro, durante o dia da Consciência Negra.
Indagado a respeito da invasão da República por corretores paulistanos durante o feriado, o Chanceler disse, em tom informal: “Ora, ninguém precisa efetivamente vir até a LBR, precisa? É só carimbar o passaporte dos corretores e indicar um bar* onde podem tomar uma cerveja em paz, extendendo o happy hour de segunda feira.”
Oficialmente, o feriado da Consciência Pesada serve ao propósito de lembrar a todos os cidadãos da Low Budget Republic das atrocidades cometidas por seu país e por suas próprias personalidades ao longo da história, provendo a todos alguns momentos de vergonha e arrependimento. Em seguida, é tradicional que os habitantes do país se redimam de suas culpas entornando alguns litros de cervejas belgas cerimoniais.
*A Equipe do Diário da República recomenda o Bar Bezerra, localizado na Vila Romana, em São Paulo. Tradicionalmente, comemora-se o Dia da Consciência Pesada com algumas garrafas de Westmalle Dubbel.
DR
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A Secretaria de Relações Públicas da Low Budget Republic agora conta com mais um instrumento para manter seus cidadãos e o mundo informados a respeito dos assuntos irrelevantes do país:
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Foi proposta ao Parlamento da Low Budget Republic uma moção favorável à extinção dos domingos na República. Em lugar do usual domingo, teríamos um segundo sábado, totalizando dois ao longo da semana.
Infelizmente, o Senado encontra-se entediado demais da vida para se ocupar em votar a moção.
DR
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Neste caótico mês de julho, de 2008 em que a Low Budget Republic recebe mais um morador, este mais antigo que a própria República, fomos todos atacados por uma revoada de morcegos, sul americanos oriundos todos de Rondônia, Brasil. Tais animais da ordem Chiroptera carregam em suas vis mandíbulas um terrível agente alucinógeno, oriundo da digestão das ervas também utilizadas na obtenção do famoso chá de Santo Daime, capaz de fazer suas vítimas, imaginarem coisas temíveis e assutadoras. Após horas de peleja, com os pequenos demônios voadores, nossas defesas foram, incapazes de deter o ataque feroz das feras rondonienses, e fomos todos mordidos, alucinando em seguida uma inglória guerra com o estado de Rondônia misteriosamente imaginada, também por alguns de nossos melhores, leitores. Como efeito colateral da mistura do já citado agente alucinógeno presente nas mandíbulas dos morcegos com a alta concentração de ácido lisérgico presente na dieta dos habitantes da República perdemos todos aqui a capacidade de construir orações, concisas, sofrendo também esporadicamente de um raro distúrbio de hipervirgulismo. Interessante notar também, a capacidade adquirida pelos habitantes da República de viajarem a 1/32 da velocidade, da luz. O intervalo de tempo entre o ataque dos morcegos e a recuperação da lucidez por todos os habitantes da República não passou de 3 dias. Porém, para os observadores do evento lendo o Diário da República e que não estão viajando na mesma velocidade que nós o intervalo de tempo, foi muito maior, fazendo com que nossa, breve nota sobre o ataque tenha sido recebida, um mês depois de sua ocorrência. Mais informações a qualquer momento quando a equipe do Diário da República conseguir reestabelecer sua velocidade normal.
DR
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